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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ano novo


O planeta Terra demora 365 dias para dar uma volta completa no sol, mas quantas voltas a vida pode dar em 365 dias? Tenho pensado muito nisso na última semana, talvez reflexo do fim do inferno astral.
O último ano foi intenso, do jeito que geminiano gosta. Tomara que esse que está começando seja ainda mais animado. Pode chegar, que eu já estou pronta!

terça-feira, 1 de maio de 2012

It´s up to you, baby

É isso aí. A vida é feita de escolhas. Você tem que fazer uma escolha para aproveitar as oportunidades. Só assim as mudanças acontecem. Eu já escolhi. E você?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Em 2011, eu quase não passei por aqui. Foi falta de tempo, preguiça, mau humor... Não foi um ano fácil, mas acabou! Finalmente, acabou!!! Então, que chegue 2012 mais leve, mais alegre e relaxado como os meus gatos de vidas mansas.

domingo, 22 de maio de 2011

Trapezista


"Cena 1: a pequena plataforma
sustenta meus pés.

Cena 2: expectativa. Grande distância
para alcançar o trapézio.
Mas alguém, em breve, do outro lado,
o lançará em minha direção.

Cena 3: Preparativos para o salto. Um passo à frente.
Vento leve. A coragem para o voo. Impulso.

Cena 4: Mergulho. Corpo no ar. Pés sem chão.
Minhas mãos se abrem à espera do encontro.

Cena 5: O trapézio não me é jogado.
Instante de angústia. Desequilíbrio na respiração.
Cambalhota desengonçada no espaço.
A elegância do salto espelhando
a deselegância do tombo.

Cena 6: Alguém, por motivos desconhecidos,
manteve o trapézio nas mãos.
Por amadorismo, esqueceu que existe
apenas um único momento-exato
para que tudo saia perfeito.
Por indelicadeza, não me deixou receber
um aplauso que era meu.
Por temer a altura, reteve consigo a salvação.

Cena 7: a rede ameniza a dor."
Jacinto Fabio Corrêa

São tantos os poemas do Jacinto que amo que já não sei mais se o Trapezista é o meu preferido, mas ele talvez seja o que ainda fale mais alto na minha história.

* Achei a foto aqui.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Pela abolição da condicional

Existe uma expressão que eu adoraria que sumisse da nossa língua: a famigerada "e se...".
Se não é ou não foi, de que adianta conjecturar como seria?
Portanto, fica decretada aqui a abolição da condicional.
De agora em diante, por favor, só ocupe o meu tempo com aquilo que será!

sábado, 7 de maio de 2011

Uma imagem vale mais...

Não é de hoje que os meus blogs andam abandonados. Em parte isso é culpa do trabalho, que me tira as forças e a paciência de ficar no computador quando chego em casa. Mas também é um sinal de que eu ando de mal com a palavra escrita. Talvez porque eu acredite que uma imagem vale mais do que mil palavras. Ou talvez porque o turbilhão de pensamentos que me invade diariamente simplesmente não queira se mostrar.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Inferno astral

Uma olhada rápida no retrovisor, uma troca de faixa e, de repente, powwww!!!!

Eis que quase atropelo ou sou atropelada (ainda não sei bem qual a opção correta) por um motoqueiro.

Estaciono, pergunto se o rapaz está bem e verifico o estrago no meu carro. “Vou chamar a polícia”, aviso. A partir daí começa a diversão.

“190, boa noite!”. Explico o ocorrido e solicito a presença de uma viatura para registrar a ocorrência.

“Qual é o endereço?”

“ Rua Barata Ribeiro, em frente ao número 259”, respondo.

“Qual é o bairro?”. Hummm, começamos mal.

(Se você não é do Rio, eu explico. Essa rua é uma das principais de Copacabana, o bairro mais famoso do Brasil. Se você vier para cá, necessariamente, vai ter que passar pela Avenida Atlântica (a da praia), pela Nossa Senhora de Copacabana, que faz a ligação zona sul-centro, ou pela Barata Ribeiro, principal via do centro para a zona sul).

Dou a dica, então: “Copacabana”.

“Onde é que a senhora está?”. Humpf! Além de perdido, é surdo. Repito o endereço.

“UM PONTO DE REFERÊNCIA, senhora! UM PONTO DE REFERÊNCIA!”

“Não precisa gritar!”, digo (ok, eu deveria ter adivinhado o que o infeliz queria).

10 minutos depois, chega a viatura. Dentro, uma caricatura do Guarda Belo (só que com bigode) e seu fiel escudeiro, um policial aprendiz.

Conto o que aconteceu, entrego os meus documentos e espero o preenchimento do formulário, enquanto o Guarda Belo explica ao aprendiz os procedimentos nesse caso.

Lá pelas tantas, Guarda Belo me diz: “Agora preciso fazer aquela pergunta que mulher detesta. Qual é a sua idade?”

“39 até a semana que vem.”

Ele franze a testa e me encara: “É mesmo?”. “Sim, senhor. A identidade não me deixa mentir”.

“Estado civil?”

“Solteira”.

“Como esses homens hoje em dia são uns frouxos. Uma mulher dessas solteira”, dispara Belo.

E aí, pela primeira vez, Watson, o aprendiz, se manifesta sem nenhum pudor: “É por isso que ‘tá bem. Se fosse casada já ‘tava acabada”.

Espanto. Começo a achar aquilo engraçado.

Belo se afasta para conversar com o motoqueiro. Enquanto isso, o aprendiz se empolga: “Quer dizer que a Andréa é contra o casamento?”

“Não sou contra nada, não. Sou apenas solteira”.

“Trabalha por aqui?”

“Não, no centro da cidade”.

“Mora por aqui?”, diz jogando charme.

Ai, meu Deus! Watson está me cantando, penso. Respondo com um lacônico não, crente que encerraria o papo assim.

Mas Watson não se intimida: “O que você faz? Qual a sua profissão?”

“Sou jornalista”.

Foi o balde de água fria que eu precisava para acabar com a saliência dele.

“Ih, jornalista não gosta de 'puliça', né?”

É, seu puliça, guarde o charme para a próxima.

...

Fora o susto e o prejuízo de uma lanterna trincada e uma mossa na lateral, o acidente serviu para eu me dar conta de que precisei de 40 anos para aprender a não levar a vida tão a sério. Que venham mais 40! Já estou pronta para me divertir.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Nas férias

Muita gente acha que tirar férias e não viajar é um desperdício. Eu não concordo. É claro que conhecer novos lugares é muito bom, mas às vezes é preciso ficar sem absolutamente nada para fazer, sem horários, sem compromissos.
Foi isso que fiz este ano. Fiquei por aqui pelo Rio e aproveitei para só fazer o que gosto.
Como toda mulher, passei a primeira semana ainda naquela neura de arrumar coisas que estavam pendentes: organizar documentos, fazer aquela limpeza no armário para separar o que não era mais usado, mudar a decoração, colocar o carro na revisão...
Mas foi só. A partir daí decidi me desligar de qualquer coisa que significasse compromisso, o que incluiu até trancar a academia por 15 dias para não ter que me preocupar com horários. Usei o meu tempo para dormir até a hora que quis, cuidar de mim, gargalhar, rever amigos queridos (alguns que estavam fora do país e que acabaram de voltar, outros que sempre estiveram por perto mas que a correria do dia a dia impedia de ver).
Um desses reencontros, com a Carol Camanho, rendeu inclusive uma sessão de fotos incríveis com os gatos que estão lá no Teca Sapeca. E despertou em mim uma vontade incontrolável de sair da inércia de anos e finalmente estudar fotografia. Já comecei o curso e comprei uma máquina decente. Agora é hora de praticar e me sentir segura de mostrar o resultado dos meus devaneios fotográficos.

OBS: Cometi um único pecado nas férias, quer dizer, antes delas. Disse para o pessoal do trabalho que ficaria no Rio. O resultado foram alguns e-mails e telefonemas inconvenientes que nem assim me tiraram o bom humor. Já aprendi. Da próxima vez, vou dizer que viajarei para um monastério budista nas montanhas do Nepal, onde não tem energia elétrica e nem antena de celular.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lembrete

Tenho que me lembrar disso toda vez que acordar com síndrome de Amélia (quase que diariamente, por sinal).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Saldão de fim de ano

And so it is... C'est fini!
2009 passou como um furacão, não só pela rapidez como pela devastação que me causou. Mas não vou dizer "já foi tarde". Foi um ano difícil, talvez o mais difícil de todos, mas foi um aprendizado.
Sofri (demais), me desesperei (algumas vezes), perdi a paciência (quase todo o tempo), chorei um oceano, ganhei muitos cabelos brancos e rugas, me decepcionei, fiquei exausta (mais do que o suportável), morri um pouco. Mas também renasci, fiz novos amigos, reencontrei outros, fortaleci laços de amizade e afeto, recebi muito carinho, me doei (além da conta), amei e fui amada.
Enquanto assistia a uma vida se apagando, vi outra nascer. Perdi uma parte de mim com a morte da minha avó, descobri novas cores com o nascimento do meu afilhado lindo. Com meus gatos aprendi a força de um amor incondicional e o poder da tolerância.
Com o atropelo dos acontecimentos, pouco passei por aqui. Perdi a graça com as palavras. Quis me esconder. A criatividade ficou adormecida em meio à exaustão.
Está na hora de começar a sair da toca. Que venha 2010 e as surpresas que ele me reserva!



* Não era essa a versão da música que queria, mas foi a única que encontrei disponível (intérprete chaaaata).