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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Resgate frustrado

O post hoje não tem graça nenhuma. É um desabafo, a forma que encontrei de divulgar o despreparo (para não dizer má vontade) de três representantes do Corpo de Bombeiros (quartel da Gávea) que presenciei nesta quarta-feira. Ao chegar do trabalho, por volta das 20 horas, ouvi os miados de um gatinho que estava "refugiado" numa árvore na praça interna da Selva de Pedra (entrada da rua Padre Achoteguy), no Leblon. Parei para ver o que acontecia e soube, por uma moça que já estava ali desde às 18h e que já tinha colocado ração em um pote para atrai-lo, que o pobrezinho havia sido abandonado de manhã por um infeliz que abriu a porta do carro e o colocou para fora (quem contou isso para ela foi um dos seguranças do local). Ao ver cachorros na praça, o gatinho correu para o alto das árvores e não soube mais como sair de lá.
Essa moça já havia ligado para o 193, mas não obteve uma ligação de retorno como prometido. Às 20h, uma outra moradora do local acionou novamente o Corpo de Bombeiros e conseguiu a promessa de que uma viatura seria enviada. Nesse meio tempo, eu vim em casa para pegar a caixa de transporte dos meus gatos para ajudar no resgate, uma vez que a essa altura o gatinho já tinha duas ofertas de casa.
Pois bem, os bombeiros que chegaram ao local, infelizmente deram um show de despreparo. Em primeiro lugar, não tinham equipamentos adequados para realizar o resgate: a lanterna que usaram iluminava menos do que o meu celular e a escada disponível não era longa o suficiente para alcançar o animal. Além disso, demonstraram uma visível má vontade para realizar a tarefa. Na primeira tentativa, se limitaram a aproximar do gatinho uma caixa de transporte que trouxeram na viatura achando que ele entraria ali por livre e espontânea vontade. Obviamente isso não aconteceu. Aí resolveram subir com a minha caixa de transporte, que tinha um pote com ração dentro, mas apenas conseguiram assustar ainda mais o animal, que correu para um ponto mais alto da árvore. Foi o suficiente para que desistissem do resgate. O argumento usado foi o de que não podiam colocar sua segurança em risco, que, se o gato havia subido ali sozinho, também desceria sozinho, e que quanto mais se aproximassem, mais o bicho correria para um ponto mais alto. Depois dos nossos inúmeros pedidos para que tentassem novamente, afirmaram que voltariam amanhã, porque à noite não era possível fazer nada. Para piorar, ainda esqueceram um dos instrumentos de trabalho (uma vara de madeira com um enforcador na ponta) no local. Telefonamos novamente para o 193 para comunicar o esquecimento e fomos informados que amanhã alguém retornaria ao local para buscá-lo.
O resultado desse desastre é que o gatinho continua lá no alto da árvore apavorado, sem comida ou água, passando frio e correndo o risco de pegar mais chuva, enquanto um simpático casal de idosos está ansioso por adotá-lo (a senhora disse que passaria a noite na janela de vigília) e uma outra moça, mãe de um menininho de um ano, também está na fila para oferecer a ele um lar.
Para mim, que sempre achei que os bombeiros eram heróis, foi uma grande decepção. É claro que não queria que ninguém colocasse a própria vida em risco e que vi que faltavam equipamentos adequados para ajudar no resgate, mas esperava pelo menos um pouco mais de preocupação e compaixão desses profissionais que deveriam ser os guardiões da vida alheia, mesmo que a vida em questão não se tratasse de um ser dito humano.
Deixei a caixa de transporte dos meus gatos lá, na esperança de que o gatinho consiga ser resgatado pelos seguranças do local, caso resolva descer para um galho mais acessível (espalhamos potes com ração nas árvores para atraí-lo). Enquanto isso, torço para que a noite não seja muito fria e a chuva não caia novamente. Quando isso tudo passar, o bichinho com certeza será acolhido com o carinho que merece. Já o infeliz que o abandonou, espero que quando precisar não encontre nem um galho molhado de árvore para se refugiar (ok, eu não sou uma boa cristã, capaz de perdoar uma maldade tão gratuita).

* A foto foi tirada no momento em que o bombeiro desistiu de resgatar o animal já com a caixa de transporte dos meus gatos (na segunda e última tentativa de fazê-lo).

** Desculpem pelo post mal escrito. O cansaço, a raiva, a tristeza e a decepção me impedem de raciocinar melhor neste momento (23h50 do dia 8/09/2010).

quarta-feira, 17 de março de 2010

Feliz "aniversário"


Esse post é dedicado ao meu piveTom, o gatinho rebelde que eu trouxe para casa, há exatamente um ano, depois dele passar uma madrugada inteira chorando aqui na rua. Ele era mínimo, estava desnutrido e muito machucado, mas mesmo assim não disfarçava a personalidade forte.
Disseram que eu estava ficando louca, mas foi ele que quase me enlouqueceu. Durante meses, não me deixou dormir direito, brigou com a Teca, escalou cortinas, destruiu as persianas, bagunçou tudo, me mordeu e me arranhou. Penei para ensiná-lo a respeitar a Teca e a respeitar o meu espaço, mas valeu todo o esforço. Hoje, não existe a possibilidade de estar em casa sem que ele esteja grudado em mim; virou minha sombra.
Diferente da Teca, que é uma lady, o Tom não saiu de uma nuvem branquinha e, com certeza, deve ter dado muito trabalho para a cegonha responsável por sua entrega. (Não sabe do que eu estou falando? Então, clique aqui)

Que tal também adotar um bicho de estimação? Até 21 de março, tem várias feiras de adoção de cães e gatos rolando pelo Brasil. Dê uma olhada aqui.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cachorrinha perdida

A cachorra da foto é a Aloha, "filha" da minha colega de trabalho Valéria e minha "afilhada" (ela é filha do casal de labradores da minha amiga Aninha), que fugiu ontem de casa em Piratininga, Niterói (RJ). Ela tem apenas um ano e é muito dócil. Provavelmente, deve estar muito assustada, pois nunca ficou sozinha.
Se você encontrá-la, por favor nos avise. Se puder, repasse esse post para quem conhece.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Adotar é tudo de bom

Depois que eu adotei a Teca e mais recentemente quando recolhi o Tom da rua, meus amigos passaram a me chamar de "louca dos gatos" e brincam que é só deixar um bichinho chorando embaixo da minha janela que eu coloco pra dentro de casa. Tá certo. Eu sou doida por bichos mesmo, mas a loucura ainda não chegou a tanto (embora vontade não me falte).
Já que eu não tenho espaço suficiente para dar um lar para vários bichinhos e já que o (pive)Tom está me tomando todo o tempo e paciência disponíveis, sempre apoio iniciativas que visem ao bem estar da turma de quatro patas. Por isso, estou postando aqui o vídeo da campanha Adotar é tudo de bom, da Pedigree. Para cada visualização do vídeo abaixo, a empresa doará um prato de ração para cachorros abandonados. A meta é chegar a 100 mil acessos, repassando assim 100 mil refeições para cães sem teto. Para ajudar, basta assistir. Então, clique aí porque não vai te custar nada e o vídeo é bem bonitinho.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Campanha "Cinomose aqui não"

Recebi um pedido hoje para divulgar a campanha "Cinomose aqui não", que a ONG WSPA Brasil - Sociedade Mundial de Proteção Animal está promovendo, em parceria com a Merial, para alertar veterinários e donos de cães sobre a importância da vacinação anual e a necessidade de se eliminar essa doença grave, que ainda mata milhares de animais no país.
A cinomose não é muito conhecida, mas infelizmente eu soube o que ela é quando, há quase cinco anos, comprei junto com o meu namorado na época um filhotinho de golden retriever que veio contaminado do canil onde nasceu. Em apenas uma semana com a gente, ele apresentou os sintomas da doença e não resistiu, mesmo com todo o tratamento e carinho que demos a ele. O sofrimento, tanto do filhotinho quanto nosso, foi imenso e acabamos processando os donos do canil por não tomarem os devidos cuidados que os animais que eles criavam mereciam. Por isso, a vacinação é fundamental.
A campanha será realizada em abril e maio em todo o Brasil e a Merial doará 5% do total das doses vendidas de suas vacinas contra cinomose (Recombitek C4/CV para filhotes e Recombitek C6/CV para cães adultos) durante esses meses. As vacinas serão encaminhadas para ONGs afiliadas à WSPA Brasil que trabalham com cães e possuem médico veterinário. O veterinário de cada uma dessas ONGs selecionadas irá, então, aplicar as vacinas e fornecer ao cliente um cartão de identificação devidamente preenchido. Caberá a ele também informar sobre a necessidade da vacinação anual.
Além da doação, dezenas de milhares de panfletos e cartazes de conscientização serão distribuídos por clínicas veterinárias de todo o Brasil, anúncios serão publicados em revistas e pessoas interessadas no bem estar dos animais também serão informadas sobre a campanha via newsletter.

A cinomose
A cinomose é uma doença altamente contagiosa e quase sempre fatal, provocada pelo VCC (vírus da cinomose canina), que pode afetar cachorros de todas as raças e idades. Ela é popularmente conhecida como a doença que cai os quartos e pode causar diarréia e vômito, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, tiques nervosos, convulsões e paralisias. Junto com ela, geralmente aparecem infecções causadas por bactérias.
No entanto, ela não é uma zoonose, isto é, não passa para seres humanos, apesar de que podemos carregar o vírus até que ele chegue a um animal sadio. Sua transmissão ocorre por meio do contato direto (secreções nasais e orais) entre os animais. Por isso, a melhor opção de combatê-la é a prevenção por meio de vacinação.
Atualmente, apenas 7 milhões de cachorros são vacinados todos os anos contra a cinomose, numa população estimada de 30 milhões de animais. Para saber mais, acesse www.cinomose.com.br.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Eu quero a minha mãe!!!!

Ai, que dó desse filhotinho de jubarte perdido na Austrália! O (a) pobrezinho (a) confundiu a mãe com um iate e está tentando mamar no casco da embarcação. O iate já foi afastado do porto e conduzido para uma baía com a esperança de que o filhote reencontre a mãe, mas os ambientalistas estão preocupados com a saúde do animal, que não está se alimentando. Para assistir ao vídeo, entre no link http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u434798.shtml e clique na foto.

domingo, 13 de julho de 2008

Adote um bichinho de estimação

Vou pegar carona em um post da Luiza Voll, do blog Favoritos, para falar da adoção de animais. Se você é, assim como eu, apaixonado por animais e tem disponibilidade de tempo, espaço e, principalmente, emocional, adote um bichinho de estimação.
Por todo o Brasil existem várias instituições sérias que dão abrigo para animais sem lar, abandonados e/ou maltratados. No Diretório Brasileiro de Entidades de Adoção de Cães e Outros Animais, é possível encontrar uma lista com algumas destas instituições, divididas por estado. Em geral, elas dedicam-se mais a cães do que gatos, mas, aqui no Rio de Janeiro, a Suipa, que desde 1943 realiza um trabalho admirável, tem um gatil grande e o pessoal do blog Adote um Gatinho também ajuda os felinos a encontrar uma família.
Para quem quer adotar, mas prefere um filhote porque tem medo da adaptação de um bicho já adulto, deixo aqui o meu testemunho. A Teca, que recebe você nesse blog com esse olhar curioso, foi adotada por mim já com quase três anos. No início, fiquei apreensiva, afinal ela vinha de uma casa onde era adorada e tinha companhia praticamente o dia todo (esclarecimento: a família original dela mudou para o Canadá e não pode levá-la, por isso ela ficou comigo). No primeiro dia na minha casa, ela não saiu de debaixo da cama, ou melhor, saiu apenas para comer e fazer as necessidades num momento em que eu não estava.
No segundo, cheguei do trabalho e me deparei com a mesma cena: uma gatinha com carinha de assustada, estrategicamente escondida em um ponto onde minha mão não conseguia alcançá-la. Contive a minha ansiedade, conversei um pouquinho com ela (ali, abaixada, olhando pelo pequeno espaço entre o chão e o colchão) e fui jantar. Não é que, de repente, senti um pelinho macio roçando nas minhas pernas? Pronto! Era o fim do estranhamento. Ela passou o resto da noite fazendo um reconhecimento de terreno e, na manhã seguinte, acordei com uma gatinha dormindo sobre as minhas pernas. Hoje, quase um ano depois, ela reina soberana pelo espaço e já se acha no direito de reclamar quando eu sento no cantinho dela do sofá.
Então, perca o medo. Filhotinhos são lindos, mas você pode ser tão ou mais feliz com um animal já mais velho. Os bichos sabem quando são amados e respeitados e também adotam quem os adota.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Batcaverna

Abbie Hawkins, de Norwich, no Reino Unido, encontrou um filhote de morcego dentro de seu sutiã. A jovem, de 19 anos, contou que estava usando o sutiã havia cinco horas quando sentiu um movimento vibratório que pensou ser seu telefone celular. Quando foi investigar o que estava acontecendo, encontrou um filhote de morcego.
Abbie disse que, inicialmente, ficou chocada com a descoberta, mas depois se sentiu mal por retirar o "carinhoso" animalzinho do ninho. "Ele parecia aconchegado e confortável, e eu me senti mal por perturbá-lo", disse.
Como o morcego foi parar lá é um mistério, já que ela diz que não notou nada quando vestiu o sutiã - que estava na gaveta e tinha sido lavado um dia antes. "Não vi nada. Na noite anterior, eu havia bebido um ou dois drinques e, de manhã, estava me aprontando rapidamente."
O primo do Batman foi pego por um dos colegas de trabalho de Abbie e solto.