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terça-feira, 10 de maio de 2011

Fora da rotina

"E me pergunto o que nos faz provocar mudanças numa vida rotineira e acomodada.
Deve haver um masoquismo hibernado que gosta de provocar a vida pacata.
Porque o tédio é bem amigo do vazio."

Marcelo Rubens Paiva

Perfeita a colocação de Marcelo Rubens Paiva no texto Rei Deposto, que ele escreveu em seu blog para falar da adoção de um novo gatinho. Eu, boa geminiana que sou, volta e meia tiro o meu masoquismo da hibernação para sacudir a rotina.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Final feliz

Vocês lembram do história do gatinho que foi abandonado na semana passada que eu contei no post resgate frustrado? Ele foi encontrado e está temporariamente abrigado na casa do casal de idosos que tentou ajudar naquele dia e que, durante uma semana, não desistiu da busca. Na realidade, ainha há dúvidas se ele é um gatinho ou uma gatinha, porque na coleirinha (rosa dele, onde o telefone de contato do dono foi apagado) há um nome gravado que já está bem clarinho, que parece ser Dourado ou Dourada. Ele (a) é super-dócil e está agora esperando encontrar um lar definitivo, onde possa ser cuidado por pessoas responsáveis, que respeitem os animais. Se você quiser adotar essa fofura aí da foto, deixe um comentário aqui que eu entro em contato.

*P.S. Ainda não estive com o gato depois que ele foi resgatado. No sábado, vou levá-lo ao veterinário para checar seu estado de saúde e o sexo.

** P. S. O gatinho é macho, está castrado, saudável e sem marcas de maus tratos. É um amor!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Resgate frustrado

O post hoje não tem graça nenhuma. É um desabafo, a forma que encontrei de divulgar o despreparo (para não dizer má vontade) de três representantes do Corpo de Bombeiros (quartel da Gávea) que presenciei nesta quarta-feira. Ao chegar do trabalho, por volta das 20 horas, ouvi os miados de um gatinho que estava "refugiado" numa árvore na praça interna da Selva de Pedra (entrada da rua Padre Achoteguy), no Leblon. Parei para ver o que acontecia e soube, por uma moça que já estava ali desde às 18h e que já tinha colocado ração em um pote para atrai-lo, que o pobrezinho havia sido abandonado de manhã por um infeliz que abriu a porta do carro e o colocou para fora (quem contou isso para ela foi um dos seguranças do local). Ao ver cachorros na praça, o gatinho correu para o alto das árvores e não soube mais como sair de lá.
Essa moça já havia ligado para o 193, mas não obteve uma ligação de retorno como prometido. Às 20h, uma outra moradora do local acionou novamente o Corpo de Bombeiros e conseguiu a promessa de que uma viatura seria enviada. Nesse meio tempo, eu vim em casa para pegar a caixa de transporte dos meus gatos para ajudar no resgate, uma vez que a essa altura o gatinho já tinha duas ofertas de casa.
Pois bem, os bombeiros que chegaram ao local, infelizmente deram um show de despreparo. Em primeiro lugar, não tinham equipamentos adequados para realizar o resgate: a lanterna que usaram iluminava menos do que o meu celular e a escada disponível não era longa o suficiente para alcançar o animal. Além disso, demonstraram uma visível má vontade para realizar a tarefa. Na primeira tentativa, se limitaram a aproximar do gatinho uma caixa de transporte que trouxeram na viatura achando que ele entraria ali por livre e espontânea vontade. Obviamente isso não aconteceu. Aí resolveram subir com a minha caixa de transporte, que tinha um pote com ração dentro, mas apenas conseguiram assustar ainda mais o animal, que correu para um ponto mais alto da árvore. Foi o suficiente para que desistissem do resgate. O argumento usado foi o de que não podiam colocar sua segurança em risco, que, se o gato havia subido ali sozinho, também desceria sozinho, e que quanto mais se aproximassem, mais o bicho correria para um ponto mais alto. Depois dos nossos inúmeros pedidos para que tentassem novamente, afirmaram que voltariam amanhã, porque à noite não era possível fazer nada. Para piorar, ainda esqueceram um dos instrumentos de trabalho (uma vara de madeira com um enforcador na ponta) no local. Telefonamos novamente para o 193 para comunicar o esquecimento e fomos informados que amanhã alguém retornaria ao local para buscá-lo.
O resultado desse desastre é que o gatinho continua lá no alto da árvore apavorado, sem comida ou água, passando frio e correndo o risco de pegar mais chuva, enquanto um simpático casal de idosos está ansioso por adotá-lo (a senhora disse que passaria a noite na janela de vigília) e uma outra moça, mãe de um menininho de um ano, também está na fila para oferecer a ele um lar.
Para mim, que sempre achei que os bombeiros eram heróis, foi uma grande decepção. É claro que não queria que ninguém colocasse a própria vida em risco e que vi que faltavam equipamentos adequados para ajudar no resgate, mas esperava pelo menos um pouco mais de preocupação e compaixão desses profissionais que deveriam ser os guardiões da vida alheia, mesmo que a vida em questão não se tratasse de um ser dito humano.
Deixei a caixa de transporte dos meus gatos lá, na esperança de que o gatinho consiga ser resgatado pelos seguranças do local, caso resolva descer para um galho mais acessível (espalhamos potes com ração nas árvores para atraí-lo). Enquanto isso, torço para que a noite não seja muito fria e a chuva não caia novamente. Quando isso tudo passar, o bichinho com certeza será acolhido com o carinho que merece. Já o infeliz que o abandonou, espero que quando precisar não encontre nem um galho molhado de árvore para se refugiar (ok, eu não sou uma boa cristã, capaz de perdoar uma maldade tão gratuita).

* A foto foi tirada no momento em que o bombeiro desistiu de resgatar o animal já com a caixa de transporte dos meus gatos (na segunda e última tentativa de fazê-lo).

** Desculpem pelo post mal escrito. O cansaço, a raiva, a tristeza e a decepção me impedem de raciocinar melhor neste momento (23h50 do dia 8/09/2010).

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Primeiros cliques

O curso de fotografia já começou a render frutos, digo, fotos. Ainda são muito primárias, sem elaboração, mas já me deixam feliz.
Para organizá-las, criei uma galeria no Flickr. Como qualquer iniciante, tem muita imagem de natureza, exercício mais comum no curso, e da Teca e do Tom, meus cat models.
Quer ver? Entre em aqui.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Delícia do dia



* O gatinho não é meu, mas é tão fofo quanto a Teca e o Tom e a música é tão deliciosa quanto.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Feliz "aniversário"


Esse post é dedicado ao meu piveTom, o gatinho rebelde que eu trouxe para casa, há exatamente um ano, depois dele passar uma madrugada inteira chorando aqui na rua. Ele era mínimo, estava desnutrido e muito machucado, mas mesmo assim não disfarçava a personalidade forte.
Disseram que eu estava ficando louca, mas foi ele que quase me enlouqueceu. Durante meses, não me deixou dormir direito, brigou com a Teca, escalou cortinas, destruiu as persianas, bagunçou tudo, me mordeu e me arranhou. Penei para ensiná-lo a respeitar a Teca e a respeitar o meu espaço, mas valeu todo o esforço. Hoje, não existe a possibilidade de estar em casa sem que ele esteja grudado em mim; virou minha sombra.
Diferente da Teca, que é uma lady, o Tom não saiu de uma nuvem branquinha e, com certeza, deve ter dado muito trabalho para a cegonha responsável por sua entrega. (Não sabe do que eu estou falando? Então, clique aqui)

Que tal também adotar um bicho de estimação? Até 21 de março, tem várias feiras de adoção de cães e gatos rolando pelo Brasil. Dê uma olhada aqui.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Adotar é tudo de bom

Depois que eu adotei a Teca e mais recentemente quando recolhi o Tom da rua, meus amigos passaram a me chamar de "louca dos gatos" e brincam que é só deixar um bichinho chorando embaixo da minha janela que eu coloco pra dentro de casa. Tá certo. Eu sou doida por bichos mesmo, mas a loucura ainda não chegou a tanto (embora vontade não me falte).
Já que eu não tenho espaço suficiente para dar um lar para vários bichinhos e já que o (pive)Tom está me tomando todo o tempo e paciência disponíveis, sempre apoio iniciativas que visem ao bem estar da turma de quatro patas. Por isso, estou postando aqui o vídeo da campanha Adotar é tudo de bom, da Pedigree. Para cada visualização do vídeo abaixo, a empresa doará um prato de ração para cachorros abandonados. A meta é chegar a 100 mil acessos, repassando assim 100 mil refeições para cães sem teto. Para ajudar, basta assistir. Então, clique aí porque não vai te custar nada e o vídeo é bem bonitinho.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Momento "I see dead people"

Atenção ao "fantasma" que aparece no reflexo da janela. Ficou preocupado em fotografar o gato e esqueceu que o piu-piu estava de fora.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Don't make war, make love

Sabe aquela máxima de que "quanto mais eu conheço os homens mais gosto do meu cachorro"? Ela é cada vez mais o meu lema de vida (sem limitar ao universo canino; ampliando ao mundo animal). Acho que os bichos é que merecem o título de humanos, não nós. Mesmo na sua irracionalidade, eles sabem conviver muito melhor do que o bicho-homem.



Vi lá no Reino d'Almofada

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Gato eleitoral

Ao passar pelo Aterro do Flamengo esta noite, uma questão me deixou intrigada. O candidato a prefeito do Rio pelo PMDB, Eduardo Paes, espalhou galhardetes móveis pela paisagem que estão devidamente iluminados por pequenos refletores.
Não vi nenhum gerador próximo aos galhardetes que explicassem de onde vinha a energia para fazer funcionar os pequenos refletores. Eu posso apenas não ter visto o artefato gerador de energia, afinal estava dirigindo e não podia ficar prestando atenção a detalhes, mas fiquei com uma pulga do tamanho de um elefante atrás da orelha achando que a energia estava mesmo é sendo roubada dos postes públicos.
Não! Seria cara de pau demais do candidato que promete dar um jeito na cidade armar um miau miau eleitoral tão gritante assim, né?!

sábado, 20 de setembro de 2008

Pequenos blogueiros

Após uma semana no ar, as crianças já finalizaram a primeira estória da Teca Sapeca. Se você ainda não conhece o site, entre lá para ler as aventuras de uma gatinha bagunceira que tem a ajuda das crianças para narrar as suas travessuras. Se gostar, indique para os pequenos. Quanto mais gente participar da brincadeira, melhor.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amasso no sofá

Passatempo ideal para um final de semana de tempo insosso.

*Contribuição da Thaisa Hochuli para o blog ;-)

domingo, 7 de setembro de 2008

Gatinha boa de garfo

A gatinha Tessa sabe como se comportar à mesa. Ela come ração com garfo, macarrão com hashi (aqueles pauzinhos japoneses) e sorvete com colher. E, antes das refeições, ela ainda lava as patinhas.
Acho que eu estou precisando mandar a Teca fazer umas aulas de boas maneiras com a Glorinha Kalil.

Via Reino d'Almofada

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Brincadeira de criança

Estar no mundo virtual tem sido muito gratificante. Descobrir e ser descoberta por pessoas que, às vezes, nem no mesmo país estão, mas que compartilham de idéias parecidas é uma experiência única, difícil de imaginar há 20 anos atrás.
Hoje, eu fui surpreendida mais uma vez com o poder da blogosfera. Recebi a visita deliciosa da Luiza, uma mineirinha de sete anos que tem o seu próprio blog, o Meu Jardim, e que chegou até aqui por causa de nosso gosto em comum por gatos. O comentário dela, deixado no post abaixo, me fez ganhar o dia e, com certeza, vai embalar meu sono esta noite.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mundo felino

Assisti a esse vídeo no blog Reino d'Almofada e imediatamente me identifiquei. É essa a minha rotina cada vez que tento assistir à TV na sala, principalmente se sentar no lado preferido da Teca no sofá.
A parte em que o gato fica bem na frente do dono é clássica aqui em casa: sempre que fico muito tempo no computador e a Teca se cansa de dormir em cima da impressora, ela pula para a mesa e senta na frente do monitor, para eu desistir e ir brincar com ela. Quem tem gato vai entender... e gostar.

domingo, 13 de julho de 2008

Adote um bichinho de estimação

Vou pegar carona em um post da Luiza Voll, do blog Favoritos, para falar da adoção de animais. Se você é, assim como eu, apaixonado por animais e tem disponibilidade de tempo, espaço e, principalmente, emocional, adote um bichinho de estimação.
Por todo o Brasil existem várias instituições sérias que dão abrigo para animais sem lar, abandonados e/ou maltratados. No Diretório Brasileiro de Entidades de Adoção de Cães e Outros Animais, é possível encontrar uma lista com algumas destas instituições, divididas por estado. Em geral, elas dedicam-se mais a cães do que gatos, mas, aqui no Rio de Janeiro, a Suipa, que desde 1943 realiza um trabalho admirável, tem um gatil grande e o pessoal do blog Adote um Gatinho também ajuda os felinos a encontrar uma família.
Para quem quer adotar, mas prefere um filhote porque tem medo da adaptação de um bicho já adulto, deixo aqui o meu testemunho. A Teca, que recebe você nesse blog com esse olhar curioso, foi adotada por mim já com quase três anos. No início, fiquei apreensiva, afinal ela vinha de uma casa onde era adorada e tinha companhia praticamente o dia todo (esclarecimento: a família original dela mudou para o Canadá e não pode levá-la, por isso ela ficou comigo). No primeiro dia na minha casa, ela não saiu de debaixo da cama, ou melhor, saiu apenas para comer e fazer as necessidades num momento em que eu não estava.
No segundo, cheguei do trabalho e me deparei com a mesma cena: uma gatinha com carinha de assustada, estrategicamente escondida em um ponto onde minha mão não conseguia alcançá-la. Contive a minha ansiedade, conversei um pouquinho com ela (ali, abaixada, olhando pelo pequeno espaço entre o chão e o colchão) e fui jantar. Não é que, de repente, senti um pelinho macio roçando nas minhas pernas? Pronto! Era o fim do estranhamento. Ela passou o resto da noite fazendo um reconhecimento de terreno e, na manhã seguinte, acordei com uma gatinha dormindo sobre as minhas pernas. Hoje, quase um ano depois, ela reina soberana pelo espaço e já se acha no direito de reclamar quando eu sento no cantinho dela do sofá.
Então, perca o medo. Filhotinhos são lindos, mas você pode ser tão ou mais feliz com um animal já mais velho. Os bichos sabem quando são amados e respeitados e também adotam quem os adota.