domingo, 25 de maio de 2008

Divagando 2


"Quando o que você mais teme acontece, você está livre para não temer mais nada. Livre para saber que a vida não pode ser controlada e que há algo de maravilhoso nisso."

Cristiana Guerra


Há uns dois meses, virei leitora assídua dos blogs da jornalista Cristiana Guerra, Para Francisco, que ela escreve para o filho, e Hoje Vou Assim, do qual já falei aqui anteriormente. Hoje, no Para Francisco, li uma matéria sobre ela publicada na revista Criativa, que citava a frase acima, e descobri que comungamos do mesmo sentimento, embora os motivos que nos levaram à essa conclusão tenham sido muito diferentes, mas não menos dolorosos.
Desde criança, coloquei-me na "torre de controle" da minha vida, como tão bem definiu uma vez minha amiga Yeda. Sempre fui a filha certinha - apesar do cabelinho nas ventas que deixava as respostas sempre na ponta da língua -, a aluna CDF, a profissional comprometida. Não fumei baseado (até hoje não aprendi a tragar), não cheirei lança-perfume (cocaína então, nem pensar!!), não tomei ácido, não engravidei "por acidente", nunca nem fiquei de porre. Só tive coragem de me tatuar depois dos 30 e isso foi o máximo de transgressão que já consegui cometer.
Nunca me furtei de viver o que achava que tinha que viver, mas sempre medi as conseqüências de cada passo a ser dado e de cada risco corrido, o que, em muitos momentos, acabou me fazendo assumir responsabilidades que não eram minhas e, o que é pior, acreditar que era a responsável de fato por alguns acontecimentos. O desgaste sempre foi enorme, porque, quando se está no controle, tende-se a buscar sempre colocar o trem nos trilhos para se alcançar o que planejou, ou sonhou. E o medo de um descarrilamento é um fantasma que não cansa de assombrar.
Precisei encarar o fantasma de frente e sobreviver ao descarrilamento para me sentir livre. Livre do controle. Livre de tomar para mim todas as responsabilidades que não as minhas. Livre para parar de passar a mão na cabeça dos outros e de estar sempre pronta para desculpar. Livre para viver um dia de cada vez e aprender a curtir o momento presente, sem planejar nos mínimos detalhes o futuro. Livre para me reinventar, pela enésima vez.
Já não sonho como antes, é verdade, mas é que os sonhos para mim são quase como o primeiro gole para o alcóolatra. Me levam invariavelmente de volta à torre de controle. Ou talvez porque ainda não tenha recuperado completamente o fôlego para novos confrontos com fantasmas. Melhor assim. Sem a obrigação de estar no controle, me permito mais e confesso que estou gostando dessa nova fase. Como diria nosso filósofo do samba e da cevada, Zeca Pagodinho, estou finalmente deixando a vida me levar.

5 comentários:

Anônimo disse...

Moc,
essa foto da Teca está digna de uma página de Revista ou livro...ela é linda demais!!!
Beijusss
Alana

Camila disse...

Amei muito isso aqui!! Andréa Blois é pra casar hhahaha
te adoro garotaaaaaaaaaaaaaa! Sensacional os posts. Beijos!

yeda disse...

espero que eu tenha acertado!!
a teca é linda!
obrigada por ter comentado nossas conversas e me incluido me senti
honrada.
bjs,
yeda.

Anônimo disse...

minha amiga, irmã...são tantas estórias....que já que ainda não saiu o livro, vamos nos deliciando com o blog...ahhah

beijos te adoro
aninha

Cris Fagá disse...

Olá, tudo bem?Desculpe invadir seu espaço assim, mas não encontrei outra maneira de me comunicar com vc.
Estou aqui para pedir sua ajuda para uma campanha que o instituto que frequento está fazendo.
É uma coisa simples, que só consiste em vibrar para que haja AMOR, COMPAIXÃO E PAZ entre todos os seres do Universo. Postei a mensagem na íntegra no meu blog.
Se você puder e quiser compartilhá-la, dividí-la com o mundo, eu agradeço. Fique à vontade para copiar e colar.
Somente peço a gentileza de creditar os méritos ao TADASHI que é o pai desta idéia.

http://fagga.blogspot.com/2009/03/que-haja-amor-compaixao-e-paz-entre.html

Acredito que, quanto mais pessoas lerem a mensagem, mais pessoas serão alcançadas por esta vibração .
Obrigada,
Cris
P.S Mais uma vez desculpe invadir seu espaço assim, mas eu não tinha outra maneira de me comunicar com vc.