
Quando meu irmão ainda era bem pequeno, teve um problema no ouvido que provocava dores intensas. Depois de vários exames, veio o diagnóstico que apavorou minha mãe: ele precisaria ser submetido a uma delicada cirurgia, na qual poderia perder a audição. A notícia foi dada num dia 23 de abril. Quando voltávamos do consultório do médico para casa, o ônibus passou pela Av. Presidente Vargas e minha mãe viu a movimentação na igreja de São Jorge, perto do Campo de Santana. Dali mesmo fez uma oração e prometeu que, se meu irmão ficasse curado, todo ano celebraria o santo em seu dia. Coincidência ou milagre, a lesão desapareceu sem a necessidade de cirurgia e, cerca de 30 anos depois, Marcelo ouve melhor do que todos nós juntos. Ele hoje ostenta no peito uma medalha de seu santo protetor e guarda consigo o anel que era do vô Luiz e o cordão que pertenceu ao nosso padrinho.
É por isso que deixo aqui a minha saudação. Salve, Jorge!